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Black Friday: A jornada do consumidor em 2020

02/10/2020

Mercado

Black Friday: A jornada do consumidor em 2020

As vendas online do varejo brasileiro representaram 3,2 bilhões de reais durante a Black Friday em 2019. Mas como será que esses números vão se manter em um ano tão conturbado como 2020?

Será que veremos as melhores ofertas acontecendo online e lojas mais tradicionais competindo com os preços baixos e infraestruturas online mais desenvolvidas, como já acontece na Amazon e Ebay?

Veja o levantamento que o nosso time de pesquisa fez para identificar as oportunidades dessa data, a jornada do consumidor online e como as marcas podem se reinventar nesse cenário competitivo.

Black Friday – o sucesso dos anos anteriores

As vendas online do varejo brasileiro representaram 3,2 bilhões de reais durante a Black Friday em 2019. Os números são referentes às vendas da quinta, 28, e da sexta, 29, segundo dados da Ebit-Nielsen.

O fim de semana pós-Black Friday foi de mais compras para o consumidor brasileiro, que continuou aproveitando as ofertas do varejo online.

Dados da Ebit-Nielsen, referência em mensuração do comércio online, indicaram faturamento de R$ 1,15 bilhão na soma de sábado e domingo, um crescimento de 21% na comparação com 2018.

A segunda-feira pós-Black Friday, a chamada Cyber Monday, quando o varejo online realiza promoções principalmente nas áreas de informática e eletrônicos, teve faturamento de R$ 412 milhões, alta de 11% sobre 2018 (R$ 372 milhões).

Os dados também apontam um avanço de 28% no volume de pedidos da Cyber Monday 2019 (966 mil) na comparação com o mesmo dia do ano passado (752 mil).

Atenção para o mobile! Assim como em todos os dias da Black Friday, o consumidor brasileiro seguiu comprando a partir de dispositivos móveis. A expansão foi de 73% para a Cyber Monday de 2019, com 51% dos pedidos feitos por este meio (496,8 mil), sendo que em 2018 o número foi de 38% (286,5 mil).

A Black Friday dos EUA em 2020

Segundo pesquisa realizada pela Think With Google, mais de um terço dos compradores dos EUA que normalmente compram em lojas físicas na Black Friday dizem que não o farão este ano. E mais: metade desses compradores também afirma que a pandemia afetará a forma como farão compras no feriado deste ano.

No ano passado, 78% dos compradores de final de ano nos EUA usaram três ou mais canais para fazer suas compras de Natal, e 58% das compras informadas por eles foram feitas online.

Este ano, esperamos que esses números cresçam, já que quase 75% das pessoas que planejam comprar nessa temporada disseram que farão mais compras online para as festas de fim de ano do que nas temporadas anteriores, e um número semelhante disse que procuraria ideias para presentes online e não na loja.

Outro dado interessante disponibilizado pelo Think With Google é que as pesquisas por “disponível perto de mim” aumentaram globalmente em mais de 100% desde o ano passado.

Dada a crescente preferência dos clientes por comprar localmente, entender a intenção de compra local será fundamental – especialmente porque 66% dos compradores disseram que planejam comprar mais em pequenas empresas locais.

A possível jornada de compra dos consumidores em 2020

A jornada de compra pode ter 3 caminhos. Pelo site de busca, redes sociais ou digitando o nome da loja.

Antes mesmo de um cliente chegar à porta de seu site, ele tem uma impressão de sua empresa e do produto ou serviço que você oferece, provavelmente online – seja por meio de pesquisas do Google, publicações em mídias sociais ou anúncios online.

Entre as redes sociais, o Instagram é a que mais recebe buscas sobre promoções e novos produtos (hello, influencers).

Pesquisa: Além da Black Friday

A Globo realizou um estudo para saber a opinião dos consumidores sobre a Black Friday em 2020 e foram pesquisados mais de 1.700 pessoas, com mais de 18 anos, das classes A, B e C em todo o Brasil.

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As categorias mais mencionadas foram Roupas e Acessórios, Smartphones e Eletrônicos (essas duas últimas categorias tem estreito relacionamento com a Cyber Monday).

Estratégias com influenciadores

Os influenciadores são muito relevantes na hora de indicar um produto e eles não poderiam ficar de fora de uma data tão importante.

Algumas marcas pensaram fora da caixa e usaram novas formas de atingir o público na Black Friday do ano passado, como foi o caso do Show da Black Friday, com os maiores influenciadores do YouTube.

A live, que tinha como objetivo apresentar as principais ofertas dos produtos por categoria de todos os patrocinadores, teve duração de cinco horas e participação de dez canais da plataforma. Eles atingiram a marca de 5 milhões de usuários.

O sucesso veio porque os youtubers trouxeram uma forma mais divertida e descontraída de apresentar os produtos, fazendo com que a live atingisse a marca de 542 mil pessoas assistindo simultaneamente.

A hashtag #ShowdaBlackFriday foi citada no Twitter mais de 100 mil vezes, chegando no topo dos Trendings Topics.

Testar novos formatos de conteúdo reinventar a forma como sua marca apresenta seu produto, principalmente em um momento onde existem tantas opções, é um desafio mas também uma oportunidade e muitas marcas já estão neste caminho.

“Eu percebi que as empresas estão investindo mais, tanto na qualidade das promoções oferecidas aos consumidores, quando na divulgação”, diz Niina Secrets para Forbes. “Os seguidores aceitam muito bem esse tipo de publicidade.”

Para te ajudar, nós separamos alguns tipos de conteúdo que vêm fazendo bastante sucesso no mundo digital.

Reviews de produto

Cerca de duas semanas antes da Black Friday, realizar reviews de produtos através de influenciadores tem se mostrado efetivo.

Um ótimo exemplo é a marca de beleza Glossier utiliza bastante do marketing de influência, inclusive com o uso de nano influenciadores (com menos de 10.000 seguidores).

A marca foca muito em replicar conteúdos dos seus consumidores e nanoinfluenciadores. As embalagens minimalistas e modernas são criadas para aparecerem bem nas fotos. Os produtos Glossier chegam em uma sacola rosa dobrada como um pano de fundo do Instagram. “Pensamos em tudo da perspectiva do conteúdo: como isso sairia em uma foto criada pelo usuário?”, explica a CEO.

Unboxing

Os vídeos de unboxing (os famosos “recebidos”) estão ganhando muita popularidade porque são fáceis de fazer e surpreendentemente terapêuticos de assistir.

Mais de 90.000 espectadores pesquisam vídeos de unboxing do YouTube mensalmente e os canais de unboxing conquistaram milhões de assinantes nos últimos anos.

Um estudo feito pela Winnin mostra que vídeos de unboxing são os mais assistidos durante a Black Friday com 35% da preferência do público, seguidos por memes (22%) e desafios (19%).

Os unboxings mais populares são os de produtos caros, como Iphone, Xbox e PlayStation. Logo em seguida, temos os brinquedos, como Lego, bonecos colecionáveis e até mesmo os brinquedos do Kinder Ovo.

E claro que não pode faltar os unboxings de beleza. Maquiagens e produtos de beleza são um hit no YouTube.

Lives para VENDER!

Na China, esse tipo de live já é um sucesso,muitas pessoas ainda terão receio de fazer compras em lojas físicas e isso fará com que a busca por produtos em lojas próximas e conhecidas seja importante.

Pensando nisso o uso de Livestream para a apresentação do produtos, descontos, cupons especiais e brincadeiras podem ser feitos pelos influenciadores para chamar a atenção sobre produtos e serviços.

Becky Li, uma das influenciadoras mais importantes da moda na China e que já acumula 2 milhões de seguidores no WeChat, já chegou a vender 100 Mini Coopers em 5 minutos através de uma live.

Você pode acompanhar mais ideias de conteúdos que engajam, neste artigo, onde falamos sobre os conteúdos mais populares do Instagram.

Se quiser receber esta pesquisa completa ou saber mais sobre a sua comunidade, entre em contato com o nosso time de pesquisa, Airlab e analise as tendências do seu mercado, entenda o comportamento do consumidor e tenha insights para sua marca ou segmento!

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