Por Priscila Sampaio

Em 14 de November de 2018

É importante utilizar informações dos clientes contidas na empresa para criar ações direcionadas e eficazes

Além da escolha certa dos influenciadores, é preciso conhecer seu público alvo.

Marketing Data-Driven

De acordo com o estudo “Uma perspectiva Brasileira: A Jornada do Marketing Orientada por Dados” realizado pelo Google e a consultoria Boston Consulting Group, as empresas que utilizam bem seus dados e chegam ao estágio Multimomento (nível evoluído de execução otimizada e personalizada, baseada no resultado individual de cada cliente, em todos os canais) aumentam em 20% suas receitas.

No Brasil, o investimento para marketing é ainda tímido comparado a outros países. De acordo com um levantamento da eMarketer (2017), as empresas direcionam 25% de verbas para o marketing digital, enquanto nos Estados Unidos, são focados 44% e no Reino Unido são investidos 61% nas mídias digitais.

É uma grande perda de oportunidades, porque a pesquisa “Só Investir Não Basta – As Expectativas do Consumidor para Marketing Digital no Brasil” realizada pela consultoria Boston Consulting Group, com mais de 3 mil brasileiros, apontou que as pessoas são muito receptivas aos anúncios digitais, principalmente aos temas de seus interesses.

Dentro desse universo, 56% dos usuários da internet pesquisam por seus produtos via online, mesmo quando a intenção é a compra na loja física.

E quando ainda a marca oferece esse anúncio por meio de experiência de utilização dos influenciadores, a mensagem da compra pode se tornar ainda mais eficaz.

Investimentos

Por que se perde as oportunidades online, em pleno século 21?

Um motivo indicado pelo estudo é a falta de maturidade das organizações sobre as evoluções do marketing.

O Google e a BCG analisaram as ações juntos aos executivos de mais de 60 empresas brasileiras nos setores de Automotivo, Alimentos & Bebidas, Cuidados Pessoais, Educação, Empresas Digitais, Serviços Financeiros, Telecom & Mídia, Varejo, Viagens & Turismo e Vestuário.

O resultado: 55% são classificadas como empresas emergentes, que fazem campanhas baseadas em dados de consumidores gerados e mantidos pela própria empresa, além da compra de mídia programática).

Outras 37% foram consideradas Conectadas, empresas mantêm dados integrados e ativados ao longo de múltiplos canais, com conexão clara a ROI e resultados de vendas.

Solução dos problemas

Para chegar a esse nível é preciso cumprir com algumas etapas como reconhecer dados, trabalhá-los e buscar novas plataformas e maneiras para alcançar os consumidores.

Conexão entre empresa e consumidor: As pessoas que se interessam por produtos ou serviços precisam, em algum momento, fazerem cadastros. São informações valiosas que devem ser utilizadas a favor do próprio consumidor e que beneficiará a empresa em criar campanhas e comunicação assertivas.

Um dos pontos que se pode aproximar a marca do seu público são os chamados touch points, que estão dentro da jornada do cliente. É a interação e as exposições que o consumidor pode ter  com uma marca, em que são considerados todo e qualquer tipo de contato com o cliente.

Etapas do touch points: há algumas fases que classificam os tipos de touch points, contudo vamos focar em dois que são aqueles que já contribuem para o marketing de influência.  

  • Touch Point 1: Quando o cliente já sabe o que precisa, acessa os canais disponíveis da empresa para o contato, seja por redes sociais, meios tradicionais, como telefone e site. De acordo com o Estudo realizado pela consultoria PwC Brasil, 41% dos brasileiros já realizaram compras por smartphone e 30% via tablet.

 

Aqui há um ponto importante em ressaltar que os consumidores se tornam representantes da marca, porque já possuem conhecimentos ou experiências que podem valorizar ou denegrir a imagem da marca, pelo bom ou má prestação de serviço ou qualidade do produto.  

  • Touch Point 2: As empresas precisam ter a ciência que ao adquirir os dados dos clientes para realizar a venda, esses devem ser utilizados para as ações pós-venda, em que deve ser fortalecido o relacionamento com o cliente e a construção do brand fitting – construção da marca com o cliente. É importante compartilhar essas valiosas informações com as equipes de marketing, comunicação e relações públicas para que juntos formarem ações concisas e direcionadas ao público certo.

 

É preciso nutrir essa relação com os consumidores e oferecer novas experiências e compartilhamentos e utilizar-se do trabalho dos influenciadores é uma nova e efetiva oportunidade.

Influenciador digital

A velha propaganda do boca a boca é a que gera confiança. As pessoas tendem a comprar algo recomendado pelos amigos, família e ainda mais quando se oferece experiência.

Ao contratar criadores de conteúdo digitais estará utilizando-se de uma audiência já existente para impactar o público alvo. Eles estarão indicando o seu produto ou serviço para seus seguidores como uma recomendação.

Por isso é importante escolher certo os influenciadores, aqueles que possuem conexão com sua marca, que apresentam performance orgânica e comportamento que estejam de acordo com os valores e posições da empresa contratante.

O trabalho com o marketing de influência não é ranquear uma lista de influenciadores e enviar de forma aleatória os produtos. Mas identificar aqueles que possuem estilos de vida, ou profissionais, que farão o uso e poderão criar posts falando da marca com propriedade, compartilhando a experiência com seus “amigos” virtuais.

Por fim, reconheça o valor da sua marca, trabalhe com seus dados que são valiosos conectando os departamentos para trabalharem em conjunto e ramifique todas as ações para potencializar seu negócio.