Por Priscila Sampaio

Em 29 de March de 2018

utilização de influenciadores digitais em estratégias de marketing digital vem crescendo em todo o mundo e representa uma oportunidade para divulgar marcas de maneiras criativas e únicas. Porém, por se tratar de uma área de atuação relativamente nova, ainda existem muitas dúvidas sobre como contratar influenciadores.

Para orientar as agências de comunicação e as empresas, a Associação Brasileira dos Agentes Digitais (ABRADi) divulgou um manual com boas práticas com influenciadores. A iniciativa pretende profissionalizar o mercado e demonstrar que existe uma relação comercial na contratação desse tipo de profissional.

Ao todo, 45 profissionais que atuam em agências digitais, de publicidade, de relações públicas e veículos de comunicação participaram da elaboração do documento. Também foram ouvidos no processo agentes e influenciadores digitais, assim como entidades do setor, como a APP Brasil, Fenapro, ABRACOM, ABEMD e IAB Brasil.

Além disso, o texto tem como base os códigos de condutas para influenciadores utilizados na Inglaterra, Austrália e Nova Zelândia e com as adaptações necessárias ao cenário brasileiro de comunicação digital.

Para que você entenda tudo sobre o assunto, neste post vamos explicar alguns dos principais pontos do código de conduta para contratar influenciadores no Brasil. Confira!

Transparência

A ABRADi aconselha que agências e empresas sejam transparentes para não confundir o consumidor. O que isso quer dizer? Que sempre que uma ação com influenciadores for feita, é preciso deixar claro que se trata de uma peça publicitária e que o profissional foi remunerado ou recebeu algum benefício para falar da marca.

Essa identificação pode acontecer por meio das palavras “promo”, “publi”, “ad”, “brinde” e “convite” ou com as hashtags #promo, #publi, #ad, #brinde e #convite. Elas devem aparecer na abertura da ação e o influenciador pode menciona-las em áudio, foto, vídeo ou texto.

Valores comuns

Os influenciadores normalmente possuem valores e ideais próprios e, por isso, conseguem atrair determinado público. Na hora de escolher um desses profissionais, é importante que as empresas e agências recorram àqueles cujos valores ideais se aproximem aos da marca.

Com isso, a parceria reforça a credibilidade da campanha, não confunde ou gera polêmicas com o público da marca e o público do influenciador e desenvolve melhor a divulgação dos produtos e ou serviços em questão.

Dados de mídia quantitativos

A audiência — os dados quantitativos — é um dos motivos que leva um influenciador a ser contratado. Por isso, é importante que as métricas digitaisfornecidas pelo profissional sejam certificadas por entidade ou empresa reconhecida pelo mercado, o que gera credibilidade às informações trabalhadas pela agência.

Dados de mídia qualitativos

Assim como os dados de audiência, o perfil dos seguidores — também chamado de dados qualitativos — é levado em consideração na hora de escolher um influenciador. Dessa forma, também é necessário certificar de que os dados relativos ao público são atestados por uma entidade ou uma empresa reconhecida pelo mercado.

Contrato profissional

Por se tratar de um campo de atuação relativamente novo, ainda pode existir muita informalidade nos regimes de contratação dos influenciadores. É importante celebrar acordos profissionais para que haja legitimidade nos acordos de prestação de serviços. Tratativas verbais ou por mensagens de qualquer natureza podem não ser aceitas em disputas judiciais.

Com essas diretrizes, a ABRADi pretende dar legitimidade à relação entre empresas, agências e influenciadores para tornar o mercado harmônico e assegurar a boa prestação de serviço nas campanhas digitais.

Promoções e ações

Além do ficar atento à contratação e relacionamento com os influenciadores, as empresa também devem ter cuidado ao realizar ações e promoções com esses profissionais.

A exemplo disso, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) puniu o youtuber Felipe Neto por causa do vídeo “Desafio Felipe Neto vs Lucas Neto”, que trata de um sorteio para levar seguidores para passar um dia na casa deles.

Segundo o Conar, o vídeo não deixa claro que se trata de uma ação publicitária. A ABRADi, em seu código de conduta, recomenda que as empresas informem se a ação é publicidade — um processo que evita situações como a vivida por Felipe Neto.

O que achou deste artigo sobre o que é preciso observar na hora de contratar influenciadores? Então deixe um comentário com as suas experiências, opiniões e dúvidas sobre campanhas com esses profissionais!