Por Priscila Sampaio

Em 16 de July de 2019

Marketing de influência, aprenda a como trabalhar com ele aplicando inteligência nas suas estratégias

Hoje é comum ouvirmos dos profissionais universo de marketing digital, publicitários e imprensa sobre o relacionamento entre as marcas e os influenciadores digitais. A velha propaganda boca a boca se tornou o marketing de influência, mas o que esse conceito realmente significa? 

O que é marketing de influência?

As redes sociais revolucionaram a forma das pessoas se comunicarem e compartilharem informações.

Uma pesquisa realizada pela McKinsey, publicada na Forbes,revela que o boca a boca inspirado no marketing gera mais que o dobro das vendas em comparação com a publicidade paga.

As pessoas tendem a acreditar mais em uma opinião de um amigo, de alguém que fala sobre determinado assunto do que das empresas.

Dessa forma, as marcas passam a trabalhar com esse tipo de relacionamento com o consumidor, aproveitando a audiência de um influenciador digital para oferecer uma experiência diferenciada para seu público.

 Marketing de experiência

Em vez da personalidade virtual demonstrar um produto, dizer suas qualidades e onde comprar, é falado como foi a experiência no uso dele ou como a empresa tem se posicionado com ações que atraem as pessoas.

Por exemplo, a influencer Bibi Campos fez um relacionamento com o creme dental Colgate. Não foi mostrado o “Sorriso Colgate” e o que a pasta de dente entrega no no dia a dia, mas que a empresa a convidou para participar de uma ação no plantio de mudas de árvores e preservação da Mata Atlântica.

Nesse caso se cria a empatia pela marca, logo as chances da decisão de escolha por esse produto podem ser maiores pelos consumidores que se sensibilizam pela causa de meio ambiente.

Quem são os influenciadores digitais?

Os creators digitais são pessoas que criam conteúdos, que se popularizam em um nicho específico de pessoas e geram uma audiência que os acompanham.

O bom influenciador digital é aquele que traz relevância em determinado assunto. Isso é relativamente novo, porém está no mercado há mais de uma década, quando consideramos que o início da influência digital começou com o blog. Os blogs surgiram em 1994, criado pelo brasileiro Claudio Pinhanez.

Primeiros influenciadores digitais

Os já conhecidos blogueiros costumam escrever sobre determinada categoria e milhares de pessoas passam a acompanhar, tanto que até hoje, portais de imprensa ainda mantém editorias de blogs, com especialistas em determinadas áreas.

Com o decorrer do tempo, surgiram os Youtubers. A plataforma de vídeos Youtube foi fundada em 2005. Com a mesma determinação em divulgar ideias, modos de vida e tutoriais, as pessoas passaram a gravar vídeos em paralelo ou em alternativa de escrever os textos no blog.

Um dos primeiros registros de uma marca utilizar a plataforma de vídeo foi a Nike. Com uma gravação feita com o Ronaldinho Gaúcho, calçando as chuteiras da empresa e batendo a bola diversas vezes no travessão, foi uma das primeiras explosões de viralização de vídeo.

É o início da marca se apropriando do cotidiano de uma pessoa para demonstrar seu produto. Apesar do ex-jogador ter sido a primeira estrela, as pessoas comuns se tornaram protagonistas do seus próprios vídeos.  

Portanto, todas as pessoas que possuem perfis abertos nas redes sociais podem ser influenciadoras digitais, para se alcançar relevância como um digital influencer, é necessário produzir conteúdo que consiga impactar e engajar seus seguidores, gerando comentários, compartilhamentos de conceitos e ideias, entre outras interações.

 Tipos de influenciadores digitais

Nesse universo há algumas divisões de tipos de influenciadores.

  • – Midiáticos: aqueles que já possuem uma legião de fãs no mundo offline, como atores, apresentadores, jornalistas e exercem o papel de impactar seus seguidores nos perfis digitais;
  • – Especialistas: analistas, investidores, líderes de comunidades online, como youtubers, blogueiros, especialistas de mercado, evangelizadores, profissionais de uma determinada categoria, entre outros;
  • – Fãs influenciadores: usuários comuns que se destacam em grupos segmentados, como aqueles que falam de moda, ensinam a fazer uma boa maquiagem, ou o “Faça você mesmo”, culinária, entre outros.

  

Macroinfluenciadores digitais

Nesse universo, além de clusters de influenciadores (comunidades de algum nicho) há categorias, desde nano influenciador, médio e macroinfluenciadores.

Os macro influenciadores compreendem aqueles que têm mais de 1 milhão de seguidores e aqui encontramos celebridades, como Bruna Marquezine (36,2 milhões de seguidores), ou aquelas que iniciaram a carreira de digital influencer no Youtube e mantém a sua audiência no Instagram, como a Bianca Andrade (Boca Rosa – 4 milhões de seguidores)  entre outros.

Trabalhar com esses tipos de influenciadores digitais é o famoso “tiro de canhão”, é quando se quer trabalhar o awarennes da marca, alcançar milhares de pessoas e propagar a divulgação de uma marca ou produto.

 Microinfluenciadores digitais

Já os microinfluenciadores são influenciadores digitais com bases menores, entre 10 mil e 100 mil seguidores, são perfis que falam mais com sua base, por estarem mais próximos. Dessa forma, conseguem entregar mais conversão para as marcas.

Quando falamos de entrega para a empresa é até simples de entender o porquê o microinfluenciador digital tem maiores chances de converter. O que adianta a Porsche, marca de carro de luxo, associar-se a um big name como o Neymar Jr (122 milhões de seguidores no Instagram), se nem 5% da base de seguidores do jogador podem comprar algum veículo da marca? 

O mais eficiente é relacionar-se com influenciadores digitais com 5 mil seguidores (nanoinfluenciador) no Instagram, especialista em falar sobre carros de luxo e mais de 60% da sua audiência têm poder aquisitivo para adquirir um veículo desse porte.

Marketing: Escolha de influenciadores digitais 

O conteúdo de influenciadores digitais gera 11 vezes mais resultados do que as campanhas tradicionais, de acordo com a Nielsen Catalina Solutions. A empresa ainda afirma que o retorno sobre o investimento (ROI) é de U$ 6,85 para cada dólar investido.  

O influenciador digital age no consumidor de acordo com a jornada no cliente: Eles influenciam no reconhecimento do produto, consideração pela compra e na tomada de decisão.

Essa afirmação podemos comprovar com a pesquisa realizada pelo DCI, em Brasília, que dos brasileiros online, 84% acompanham algum influenciador digital e 49% fizeram compras por um produto indicado pelo digital influencer.

Enquanto o mercado de marketing de influência, 45% dos profissionais de campanha na Europa e Estados Unidos, escolhem seus criadores digitaiso pela qualidade de conteúdo, é o que aponta a pesquisa realizada pela L. Metrics.

E os seguidores já admitiram que têm confiança legítima sobre o influenciador digital por interpretar como um amigo, e os micros ainda mais por conseguirem interagir com sua audiência, o que eleva o engajamento.

Planejamento de campanha de marketing com influenciadores digitais

Quando falamos em planejamento de campanha de marca no marketing de influência, é o passo inicial e mais importante para uma ação dar certo.

Ao se falar de planejamento, há alguns passos essenciais, como traçar o objetivo da campanha, por exemplo, aumentar as vendas, ou criar tráfego para o site, ainda fortalecer a marca no meio digital.

Com o objetivo em mente, parte para o público-alvo, essencial para saber qual discurso a ser tomado na campanha. O público alvo vai ser o fator determinante para a escolha do influenciador digital.

Formação da estratégia: Aqui compreende o uso de ferramentas, como plataforma Airfluencers, em que busca, analisa e gerencia a campanha com influenciadores digitais.

Embaixadores da marca

O uso de plataforma de influenciadores é um ganho muito grande para a empresa, porque os profissionais envolvidos no processo, têm a liberdade de escolher o melhor perfil para a campanha, não ficam refém nem de agências de influenciadores digitais, tão pouco acreditar somente no que o mídia kit do influencer traz como informações.

Nesse processo é aceitável a co-criação com o influenciador digital. Conversar com o creator, enviar briefing do que se espera do trabalho é fundamental.

O ideal na escolha do digital influencer é verificar se há conexão do comportamento dele com a empresa contratante.

Por meio da ferramenta Airfluencers, você tem dados exclusivos, como qual tema o influenciador melhor performa, o quanto ele se dedica de falar sobre determinada categoria.

Uma dica importante é verificar se o influenciador digital já esteve envolvido em alguma polêmica ou se posiciona politicamente, para evitar que o comportamento do influenciador digital seja de encontro com a postura da empresa.

Quando se tem um perfil que pode se tornar o embaixador da marca, é preciso ter cuidado para não arranhar a imagem da empresa. O trabalho de marketing de influência torna o influenciador como representante da marca, com envolvimento genuíno.

Eficiência do marketing de influência

Nas estratégias do marketing digital, colocar os influenciadores no centro é um acerto com retorno baseado em números.

Tanto em aumento de consumidores da marca, como em ROI, redução de gastos com mídia e ainda retenção de clientes.

Isso tudo porquê as empresas têm a oportunidade de aumentar sua relevância junto à audiência já existente do influenciador digital é utilizar da ponta do funil do creator e surfar junto na onda em que ele construiu.

Por isso, a escolha correta do embaixador da marca deve ser realizada com muita inteligência e cuidado.

Conclusão

O marketing de influência é a realidade nas empresas e uma forma eficiente para impulsionar a marca e criar relações mais próximas dos consumidores.

As marcas passaram a entender que o centro das atenções não são elas, mas sim o cliente, o B2C que funciona de forma que as pessoas absorvam a lembrança de marca, a façam ser parte do seu dia a dia.

E a melhor forma de criar essa relação e tornar-se duradoura é criar por meio de indicações de amigos, aqui, representados pelos influenciadores digitais. E o consumidor se tornar defensor da marca.

O mundo das redes sociais só tende a crescer com a facilidade de se conectar à elas. O celular mais barato vendido na loja, os planos de telefonia, todos dão acesso (reduzida ou não) às plataformas de interação digital.

Por isso, as marcas devem se unir aos amigos virtuais e gerar experiência para as pessoas e não a venda “goela abaixo”. Criar uma imagem e fazer parte do dia a dia dos consumidores é o desafio a ser vencido diariamente.

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