Por Priscila Sampaio

Em 01 de February de 2019

O evento Influents Minds 2019 abre o ano com pontos importantes a serem discutidos pelos profissionais da área de marketing digital. Foram três painéis sobre o microinfluenciador com a participação de representantes de empresas que atuam na área do mercado de influência digital.

Como o microinfluenciador pode rentabilizar seu negócio?

Uma pesquisa realizada pela Edelman Trust Barometer 2018 mostra o Brasil entre os seis países com quedas extremas de confiança no mundo. De acordo com o estudo, realizado com 33 mil pessoas de 28 países, inclusive no Brasil, 48% dos entrevistados brasileiros não sabem em quais companhias ou marcas confiar.

Em contrapartida, os entrevistados dizem acreditar na credibilidade de especialistas e 70% confiam também em pessoas comuns. Ana Jacobs, fundadora do Grupo CBB, disse no evento que é nesse cenário que os microinfluenciadores estão inseridos, promovendo para sua empresa conteúdos que inspiram confiança e direcionando para o público certo, por se tratarem de audiências menores, porém mais engajadas.

Luisa Amalfi, gestora de pesquisa em marketing de influência da Airfluencers, apresentou sobre a potencialidade dos influenciadores digitais em se tornarem embaixadores da marca. “Ainda é novo para os setores de marketing das empresas, e digo também das grandes corporações. Normalmente a equipe de marketing é separada das relações públicas e para cada uma existem objetivos diferentes, o primeiro sempre pensa em ROI, enquanto RP pensa em divulgação, fortalecimento da marca e números de curtidas, comentários, entre outros. É preciso criar a cultura da participação de todos na campanha com influenciadores para alinhar os objetivos e expectativas”.

Isabela Ventura, CEO da Squid, concorda com Luisa e ressalta que é preciso ouvir todas as áreas de uma empresa que quer trabalhar com influenciadores, para evitar frustrações e também discutir as reais conexões com os perfis digitais. “Alguns responsáveis pelo projeto com influenciadores digitais querem uma lista de pessoas que abordem assuntos relevantes para eles próprios, porém não apresentam qualquer conexão com a marca”, comenta.

prêmio microinfluenciadores

Da esquerda para a direita: Ana Jacobs, Isabela Ventura, Luisa Amalfi, Márcio Cardial, Simone Aline e Talita Lombardi.

Dados metrificados

Luisa ressalta a fala da Isabela Ventura, dizendo que no início do projeto é comum ter muito gosto pessoal no briefing da marca, porém, há um universo de microinfluenciadores que podem trazer awareness, além das vendas.

É de suma importância demonstrar com dados quais os verdadeiros influenciadores podem trabalhar na campanha, para evitar projetos que atenderão ao gosto do cliente, porém sem qualquer retorno para os contratantes.

Com a plataforma Airfluencers, você tem os filtros de influenciadores que tornam sua busca assertiva. Em fevereiro, será lançada uma nova versão da ferramenta.

Entre as evoluções, uma delas é o filtro em que você pode buscar o influenciador por meio de perfomance de tema.

Através do Airscore (métrica própria que avalia a qualidade de engajamento) por categoria, você já terá em suas mãos influenciadores que conversam com determinado público, por fazer postagens sobre o tema escolhido e que performam bem.

São com dados metrificados do comportamento dos influenciadores que os gestores de campanhas podem fazer defesa, ou demonstrar a falta de conexão genuína entre marca e influenciadores.

Com dados e demonstrações é que empresas de tecnologia voltadas aos influenciadores conquistam a confiança das marcas. “Quando o trabalho com influenciadores é feito por uma equipe especialista, você traz insights e direcionamentos efetivos para alcançar as expectativas da campanha. Com isso as grandes companhias passam a confiar mais em empresas como a que atuo do que agências, que trabalham com casting de influenciadores e as indicações nem sempre são as melhores, porque há conflitos de interesses”, afirma Talita Lombardi, Sócia e COO da Influu.

Influenciador como profissão

Ainda vemos alguns microinfluenciadores sem o cunho profissional da internet. A partir do momento que se cria uma base de audiência, seja no Youtube ou Instagram, é preciso encarar como um compromisso, em que há planejamento, produção e publicação.

O mesmo as empresas devem encarar os creators. Em todos as demandas, oferecer somente permutas, ou entradas de eventos, é não valorizar o trabalho do influenciador, que deve se profissionalizar com uma câmera para criar vídeos, equipe de edição e poder compartilhar conteúdo de qualidade, tanto o tema quanto a produção.

“Normalmente os microinfluenciadores têm outros trabalhos para se manterem. Hoje a maioria dos criadores de conteúdo começam suas carreiras na web visando se tornarem influenciadores. É um processo lento, porque é necessário o crescimento genuíno, seguidor por seguidor. Por isso é preciso se estruturar para ser um influenciador digital com competência, até mesmo para ter condições de negociar parcerias no ambiente de marketing de influência”, fala Simone Aline, sócia e fundadora do EBSA.

Essa valorização do influenciador digital é reconhecida pelo Diego Olavarria – Gerente da área Digital da Llorente & Cuenca no Brasil – que afirma que os microinfluenciadores contribuem para a imagem da marca. “Os influenciadores com base de seguidores menor são grandes potenciais de conquistar novos nichos de consumidores. O resultado positivo dessa ação não é só na conversão de venda, mas criar valor para a marca”, conclui.

E você? Como está trabalhando o marketing de influência da sua empresa? Conte com nossa equipe de Airlab para analisar e executar sua campanha com influenciadores.